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Lua e suas influências

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A alternância do aspecto da Lua foi um dos primeiros fenômenos astronômicos observado com atenção pelo homem. A periodicidade das fases foi, desde tempos mais remotos, usada como unidade de tempo; os doze meses derivam das doze lunações que ocorrem em um ano.

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As fases da Lua se devem à iluminação que a Lua recebe do Sol e como esta é refletida para a Terra. Como a Lua se desloca em torno da Terra e esta ao redor do Sol, vemos a fração iluminada da Lua mudar constantemente.
Costuma-se dividir em quatro as fases da Lua: nova, quarto crescente, cheia e quarto minguante.

Lua nova - É o instante em que da Terra a distância angular entre a Lua e o Sol é mínima. Nesta situação, a face escura da Lua acha-se voltada para a Terra e, desse modo, nosso satélite não é visível.
Lua quarto crescente - Ocorre quando, visto da Terra, o ângulo compreendido entre a Lua e o Sol é de 90 graus. Nesta fase observamos metade da metade, ou seja, um quarto da face iluminada. É visível desde o começo da tarde, quando nasce, até o meio da noite, quando se põe.
Lua cheia - Ocorre quando a distância angular entre nosso satélite e o Sol é máxima, cerca de 180 graus (oposição). Neste caso, o lado voltado para a Terra é o mesmo voltado para o Sol; nasce com o anoitecer e se põe ao amanhecer, sendo, portanto, visível durante toda a noite.
Lua quarto minguante - Como na Lua minguante o ângulo visto da Terra é também 90 graus, mas em sentido contrário ao da Lua crescente, o correto seria dizer 270 graus. Agora o lado que vemos iluminado é o que estava escuro na fase crescente e vice-versa. Nasce no meio da noite e se põe no final da manhã.
Note que as fases são instantes, embora seja comum a referência da fase nova como o período entre a nova e a quarto crescente, a fase crescente entre a quarto crescente e a cheia, e assim por diante.
São necessários cerca de 29,5 dias para ocorrerem duas Luas novas consecutivas. A Lua leva 27,3 dias para dar uma volta completa ao redor da Terra (tomando as estrelas como referência). Essa diferença se explica porque em um mês nosso planeta também se desloca, de modo que a Lua necessita de 2,2 dias para ocupar a mesma posição em relação ao Sol que na fase anterior. Na maior parte do Brasil, a cada dia a Lua nasce cerca de 50 minutos mais tarde que na noite anterior.

Uma curiosidade com respeito à Lua é que ela apresenta o movimento de rotação em torno de si com a mesma velocidade e no mesmo sentido com que translada ao redor da Terra. Assim ela apresenta sempre a mesma face voltada para a Terra. Um habitante hipotético na Lua, na face voltada para o nosso planeta, vê a Terra sempre na mesma altura (não ocorre nascer nem ocaso da Terra) e, ainda mais, vê o nosso planeta Terra apresentar fases: cheia, minguante, nova e crescente.

 

No nosso sistema solar, a Lua é o corpo celeste que se movimenta com mais rapidez. 
A cada 28 dias ela perfaz uma volta completa em torno da Terra e percorre 360ºdo zodíaco.
A cada 07 dias ela muda de fase. A cada 02 dias e meio atravessa um signo inteiro e em pouca horas visita outros planetas, fazendo e desfazendo aspectos e ângulos com eles.
A Lua se move 01º a cada 02 horas.
Devido a este intenso movimento, atribui-se à ela o domínio sobre todas as atividades da natureza e do homem, que sofrem grande variação, que têm ciclos rápidos e que se completam numa curta duração. 
É portanto próprio dos domínios da Lua a mutação e a flutuação.
Se ela não é o fator decisivo nas subidas e descidas das atividades humanas - ao longo do ano - é, sem dúvida, o determinante principal de pressão dentro de um mês, uma semana e, sobre tudo, a grande vedete das variações ocorridas ao longo de um dia.

A lua cheia é perturbadora para os lobisomens - dizia-se em tempos idos. Segundo a superstição, era nessas alturas que esses estranhos seres se revelavam.
 
Por muito que isso nos custe a crer, houve tempos em que muita gente acreditava nessas lendas. Hoje, os lobisomens são folclore de literatura de cordel. São apenas um tema gasto pela ficção barata.
 
Um tema que não está gasto, contudo, é o das estranhas influências da Lua cheia. Há quem diga que a lenda dos lobisomem e do poder da Lua está baseada em factos verídicos. Segundo essa teoria, os lobisomem seriam uma criação popular motivada pelo medo dos ataques epilépticos; e esses ataques seriam mais frequentes em noites de lua cheia.
 
Estas crenças modernas acabam de ser postas em causa por um estudo publicado ontem na revista científica Epilepsy & Behavior por uma equipa da Universidade da Flórida do Sul. Analisando 770 crises, registadas ao longo de três anos num grande hospital do Estado, os investigadores separaram os verdadeiros ataques epilépticos, resultantes de desordens eléctricas no cérebro, de outras crises aparentemente semelhantes, mas de origem psicológica. Descobriram que não há correlação estatística significativa entre as fases da Lua e os ataques epilépticos. Mas há mais. A amostra estudada revelou um número menor de crises nos períodos de lua cheia.
 
O investigador principal, Selim Benbadis, professor de neurologia e neurofisiologia, afirmou que este estudo confirma outros, que mostram a inexistência de correlação entre as fases da Lua e os ataques cardíacos, os suicídios ou as entradas nos hospitais. Por que motivo se continua então a falar das influências da Lua nas doenças? «Algumas pessoas gostam de explicações poéticas, misteriosas e irracionais», concluiu.
 
Assim é, de facto.

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